O presidente da França, Nicolas Sarkozy, considerou nesta terça-feira “adequado” o questionamento do sistema de imigração legal em um país com taxa elevada de desemprego e defendeu sua proposta de reformar o Tratado Europeu de Schengen.
“Com as perspectivas econômicas no norte da África, devemos estar preparados para formar estudantes, acolher executivos, mas aceitar todo o mundo, como dizem os socialistas franceses, não”, disse Sarkozy.
Em entrevista divulgada nesta terça-feira na edição digital do “L’Express”, o presidente indicou que receber todo o mundo “poria em jogo todo o equilíbrio de nosso sistema social”.
O representante francês indicou que “França, o país mais generoso em matéria de asilo”, levará propostas concretas sobre a revisão desse tratado de livre circulação de pessoas nos países da UE signatários de Schengen à cúpula de Bruxelas em junho deste ano.
“Após as primeiras eleições das novas democracias do norte da África, serão necessárias regras migratórias e um desenvolvimento econômico partilhado. Se um país não pode guardar suas fronteiras, a questão da suspensão provisória de Schengen deve ser implantada sem tabus”, reiterou Sarkozy.
O presidente acrescentou que “com dificuldades para oferecer trabalho a todos nossos cidadãos, a questão da imigração legal está correta”, ressaltou que “nunca foi partidário da emigração zero”, mas lembrou que “devemos adaptar a emigração econômica a essas realidades e ver a forma que nossa formação profissional responda às necessidades de nossa economia”.