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Mundo

França adverte que guerra contra terrorismo não terminou

Arquivo Geral

02/05/2011 22h12

O primeiro-ministro francês, François Fillon, ressaltou nesta segunda-feira que “a guerra contra o terrorismo está longe de ter terminado” com a morte do líder da rede Al Qaeda, Osama bin Laden, e pediu aos franceses que estejam atentos e lembrou que se devem evitar os viajes para “as zonas de risco”.

Em uma entrevista ao canal público “France 2”, Fillon indicou que, mais do que saber como Bin Laden morreu, o que importa neste momento “é saber que, por fim, Osama bin Laden foi eliminado”.

Ele disse que desconhece os detalhes da operação contra o terrorista, mas destacou que Bin Laden “nunca teve nenhum respeito pela vida humana” e que “era responsável por mais de 10 mil mortes”.

Sua morte é “uma vitória no Afeganistão”, que “espero que respalde o esforço da comunidade internacional” ali, mas resta “ainda um longo caminho a fazer”, ressaltou.

“Estamos no Afeganistão para restabelecer o estado de direito” e impedir que este país possa servir de abrigo ao terrorismo internacional, mas “ainda não alcançamos todos os objetivos que fixamos”, destacou Fillón.

Entre outros líderes que parabenizaram a operação contra Bin Laden, estão os presidentes do México, Felipe Calderón, e da Alemanha, Christian Wulff, que se reuniram nesta segunda-feira.

Wulff, que está de visita oficial ao México, indicou em mensagem à imprensa que se deve “agradecer o compromisso” do Governo americano.

Já Calderón afirmou que Bin Laden é “um criminoso que provocou a morte de milhares de pessoas inocentes no mundo todo, incluindo mexicanas e mexicanos honrados e trabalhadores que morreram nos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York”.

Por sua vez, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, qualificou a morte de Bin Laden como “um passo fundamental” na luta contra o terrorismo.

“A bem-sucedida operação de 1º de Maio, que culminou na morte do chefe da Al Qaeda, constitui um passo fundamental na luta global contra o terrorismo internacional”, afirmou Insulza em comunicado.

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