A ex-senadora colombiana Piedad Córdoba viajará nesta quarta-feira para a cidade de Cali para se unir à missão humanitária que recolherá mais dois reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que deveriam ter sido entregues no último domingo.
Piedad atribuiu o fracasso da entrega prevista para domingo a “dificuldades logísticas, técnicas, atmosféricas, topográficas e as próprias da guerra interna”.
A ex-senadora acrescentou que as Farc manifestaram disposição “para colocar em liberdade os dois reféns”.
Após as operações de domingo, quando as Farc libertariam o policial Guillermo Solórzano e o militar Salín Sanmiguel, o Governo da Colômbia atribuiu o fracasso do processo às coordenadas erradas distribuídas pela guerrilha.
Piedad aproveitou para reafirmar nesta terça-feira o compromisso de sua organização, a Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), “na busca de ações humanitárias que reabilitem caminhos para a paz com justiça social”.
Também manifestou que graças às gestões da CCP as Farc libertaram de forma unilateral 18 sequestrados, entre eles quatro na semana passada: os vereadores Marcos Baquero e Armando Acuña, o fuzileiro naval Henry López e o policial Carlos Alberto Ocampo.
Já encontram-se em Calo os helicópteros e a tripulação brasileiros que serão utilizados no novo resgate, que acontecerá em algum lugar do sudoeste colombiano.