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Forças de segurança timorenses retomam as buscas aos militares rebeldes

Arquivo Geral

10/03/2008 0h00

As forças de segurança do Timor-Leste retomaram hoje a operação de busca e captura aos militares rebeldes, look depois que um dos chefes do grupo voltou atrás em sua decisão de se entregar pela participação no ataque contra o presidente timorense, José Ramos Horta.

O chefe da operação, tenente-coronel Filomeno Paixão, disse ao canal australiano de televisão “ABC”, que cerca de 450 soldados do Exército e ad Polícia estão mobilizados para pressionar os rebeldes a depor as armas e se entregar.

A operação militar foi retomada um dia depois de o atual líder do grupo de rebeldes, Gastão Salsinha, rompeu o pacto de se entregar hoje ao Governo, após mais de uma semana de negociações.

Salsinha é considerado pelas autoridades o braço direito do ex-comandante Alfredo Reinado, que morreu – junto com um de seus homens e um agente de segurança – no ataque contra Ramos Horta, que ficou gravemente ferido ao levar três tiros.

Os tribunais timorenses emitiram 23 ordens de detenção contra o mesmo número de rebeldes que participaram das tentativas de assassinato.

Em 2 de março, se entregou às autoridades Amaro da Costa, outro líder dos rebeldes.

Ramos Horta, que saiu na semana passada da UTI do Hospital Real de Darwin, na Austrália, recebeu na segunda-feira a visita do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e da esposa do premiê, Kirsty Sword.

Este foi primeiro encontro entre os líderes desde que eles foram atacados, em 11 de fevereiro.

Gusmão saiu ileso da emboscada colocada contra ele pelos rebeldes em Díli, quando o premiê viajava em um veículo oficial para seu escritório.

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