A Junta Militar anunciou hoje que as forças de segurança iniciaram uma operação para capturar quatro monges budistas, and considerados os líderes das manifestações pacíficas que encorajaram a mobilização popular.
Em um comunicado oficial emitido pela televisão estatal, o regime presidido pelo general Than Shwe, disse que os quatro monges cujas identidades não ofereceu, tiveram um “papel destacado nos protestos”.
Por causa da onda de detenções realizada pelas forças de segurança, e segundo residentes em Yangun, vários monges e civis decidiram se esconder ou fugir da cidade com destino às regiões do leste de Mianmar, controladas pelas minorias étnicas.
Também por meio do boletim, a Junta Militar afirmou que mantém 109 monges detidos, mas não precisou se estão formalmente acusados.
Estes anúncios oficiais foram feitos quase ao mesmo tempo em que o enviado especial da Nações Unidas informava ao Conselho de Segurança o resultado das conversas com membros da Junta Militar durante sua recente visita a Mianmar.
Pelo menos 16 pessoas, entre elas dois estrangeiros e vários monges budistas, morreram em Yangun desde que, em 26 de setembro, as autoridades reprimiram à força as manifestações pacíficas antigovernamentais.
As autoridades birmanesas só admitem dez vítimas fatais, mas a dissidência eleva o número para cerca de 200, além de 2.093 pessoas detidas, das quais 692 já foram libertadas.
As manifestações começaram em 19 de agosto em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis e se transformaram – com as marchas pacíficas lideradas pelos monges budistas – na maior mobilização contra a ditadura militar em 19 anos.