O Exército tomou as unidades policiais e militares do setor e patrulha as ruas de Cobija, que, assim como o resto do departamento de Pando, está em estado de sítio devido aos confrontos armados entre civis ocorridos nos últimos dias.
Tais distúrbios já deixaram pelo menos 30 mortos, segundo o último relatório do Governo boliviano.
Ainda não se sabe se a operação militar realizada esta madrugada causou vítimas.
A rádio Erbol informou que os primeiros relatos de algumas autoridades dão conta de não houve baixas entre os militares.
O ministro da Saúde boliviano, Ramiro Tapia, afirmou à televisão estatal que o importante é que “a tranqüilidade foi devolvida a Cobija”.
Tanto o canal estatal quanto a Erbol informaram que os militares pretendem patrulhar a zona rural de Cobija, onde ainda há grupos armados na localidade de Porvenir.
No entanto, o porta-voz do Governo de Pando, Hugo Mopi, negou à Agência Efe que a cidade tenha sido tomada pelos militares, que “estão no aeroporto e nos quartéis”, e afirmou que “tudo está normal” nas ruas.
Mopi também destacou que o foco do conflito continua no aeroporto da cidade, onde os militares e o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, estão “planejando a tomada da cidade”.
O porta-voz destacou que a população de Cobija não quer o Exército na cidade e que não vai acatar o estado de sítio decretado sexta-feira pelo presidente da Bolívia, Evo Morales.
Por sua vez, a representante da Presidência em Pando, Nancy Teixeira, denunciou à rádio “Erbol” que a sede da prefeitura da cidade de Filadelfia, considerada o bastião do Governo de La Paz naquele departamento, foi queimada.
“É gente do Governo (de Pando), gente contratada para fazer esse tipo de atentado”, denunciou Teixeira, que afirmou que “corpos continuam a ser encontrados” no departamento.