Vargas apoiou o presidente e criticou os opositores durante um ato realizado na sexta-feira para a graduação de novos oficiais das Forças Armadas, que contou com a presença de Morales. “Felizmente estamos à beira de uma revolução, não de uma revolução violenta, mas de uma revolução social silenciosa”, afirmou Vargas, ao sustentar que esse processo restabelecerá o “império das virtudes” trazidas pelos libertadores da pátria.
Ele pediu aos novos oficiais que preservem os mandatos previstos pela Constituição, mesmo que sejam tratados de “covardes” por setores que, segundo o general, pretendem fazer com que as Forças Armadas se afastem das normas constitucionais.
“Os verdadeiros covardes são aqueles que em seus redutos nos tratam de covardes por não atender a suas insinuações de violar a democracia e o mandato que nos confere a Constituição”, afirmou.
Vargas disse que estes são “maus cidadãos”, porque incitam “grupos e organizações de baixa convicção e pouco conhecimento patriótico” a recorrer à violência, e sua conduta revela à população “sua incapacidade” para propor soluções com o diálogo democrático.
A Bolívia vive um novo momento de tensão, com uma greve de fome de centenas de opositores a Morales e que gerou vários protestos, alguns violentos, em diferentes pontos do país.
A imprensa local indicou que as declarações de Vargas foram uma resposta aos governadores opositores que convocaram recentemente as Forças Armadas a defender a integridade nacional e rejeitar a ingerência estrangeira, em alusão à ajuda venezuelana e cubana recebida pelo governo Morales.
No ato de sexta-feira, Morales disse que “apostar na democracia não é convocar golpes de Estado”, referindo-se aos governadores opositores.