O Fundo Monetário Internacional (FMI) analisou nesta em uma sessão informal as acusações apresentadas contra o diretor-gerente da instituição, Dominique Strauss-Kahn, mas evitou pronunciar-se sobre seu futuro à frente do organismo.
O Conselho Executivo recebeu um relatório sobre os últimos eventos no caso de Strauss-Kahn, que foi acusado nesta segunda-feira de sete delitos por abuso sexual e tentativa de violação e pelos quais poderia ser condenado a penas de 25 e 15 anos de prisão.
Na reunião participaram, além dos integrantes do conselho executivo que representa os 187 membros do organismo, o vice-diretor-gerente do FMI, John Lipsky, e o conselheiro geral do organismo Sean Hagan.
“O conselho foi informado das acusações penais que se apresentaram contra o diretor-gerente durante uma visita particular a Nova York”, assinalou o organismo em um breve comunicado no qual assegura que seguirá “vigiando” a evolução da situação.
Strauss-Kahn, de 62 anos, compareceu na manhã de segunda-feira perante um tribunal de Nova York para enfrentar as acusações de tentativa de violação e de contato sexual criminoso com uma camareira do hotel Sofitel de Nova York.
Após escutar o relato apresentado pela promotoria de Manhattan, a juíza Melissa Jackson, negou o pedido de liberdade por uma fiança de US$ 1 milhão solicitado pelo advogado da defensa, Benjamin Braffman, e agendou a próxima audiência do caso para 20 de maio.