O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta sexta-feira o desembolso de 3,2 bilhões de euros para a Grécia, com o que a ajuda do organismo multilateral ao país europeu ascende já a 17.400 milhões de euro.
O FMI, que publicou nesta sexta sua análise da economia grega como parte do acordo de crédito com o país, indicou que a situação melhora “gradualmente” e previu que a Grécia voltará ao caminho do crescimento no primeiro semestre de 2012.
O acordo de crédito de três anos com a Grécia aprovado em 9 de maio de 2010 faz parte do pacote de resgate conjunto com a União Europeia no valor de 110 bilhões de euros.
A nova diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse em comunicado que o programa de ajuste grego está obtendo “resultados importantes” e mencionou, nesse sentido, a redução do déficit e a melhora gradual da competitividade do país.
Acrescentou, de todo modo, que há desafios “significativos” já que é necessário implementar ainda “grandes reformas estruturais”.
A ex-ministra de Finanças francesa, que assumiu na terça-feira as rédeas do FMI, afirmou que é necessário um ajuste fiscal “durável”, assim como acelerar as reformas que impulsionem a produtividade.
Insistiu em que as autoridades alcançaram “avanços” na área fiscal, com a aprovação de uma estratégia a médio prazo que define as medidas para reduzir o déficit geral do Governo abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2014.
Mesmo assim, advertiu que essa estratégia enfrenta desafios “difíceis”. Citou, entre eles, os que qualificou como “termos generosos” do emprego público, o fechamento de entidades públicas ineficientes e a evasão fiscal.
“A viabilidade da dívida grega depende da implementação vigorosa e a tempo do programa de ajuste, sem margem para que haja deslizes e o apoio contÍnuo dos parceiros europeus, além da participação do setor privado”, concluiu a nova responsável pelo FMI.
A ex-titular de Finanças francesa disse na quarta-feira durante sua primeira entrevista coletiva como diretora-gerente do FMI que a crise da dívida soberana europeia é sua prioridade número um à frente da instituição