Os filhos de Osama bin Laden condenaram nesta terça-feira os Estados Unidos de violação dos fundamentos do direito internacional ao terem “executado de forma sumária um homem desarmado” e pediram uma investigação dos fatos.
Em declaração ao jornal “The New York Times”, os filhos adultos do líder da rede terrorista Al Qaeda dizem “não estar convencidos da morte de seu pai biológico”, diante da falta de provas disponíveis, como “o corpo, fotografias ou vídeos”, e pedem “provas conclusivas para acreditar nas histórias publicadas” com relação à morte.
“Se foi assassinado na operação, como disse o presidente dos EUA (…), nos perguntamos por que um homem desarmado não foi detido e julgado em um tribunal”, contestam os filhos de Bin Laden em nota.
Eles argumentam que se o terrorista “foi executado sumariamente”, não entendem “a conveniência de tal assassinato, no qual o direito internacional foi violado de maneira flagrante”.
Além disso, chamam a atenção sobre o “exemplo” que os EUA deram em relação ao direito de ter um julgamento justo e à presunção de inocência até que se prove sua culpabilidade por um tribunal, algo que, lembraram, foi oferecido ao ex-líder iraquiano Saddam Hussein e ao iugoslavo Slobodan Milosevic.
“Matar de forma arbitrária não é uma solução aos problemas políticos”, exclamam os filhos de Bin Laden, que consideram “indigno” as forças americanas atirarem contra mulheres desarmadas da família de Bin Laden e matarem uma delas e um de seus filhos.
“Agora que a operação concluiu, esperamos que o Governo do Paquistão libere e entregue todas as crianças da família e que todos os membros sejam repatriados a seu país de origem, especialmente as mulheres, para evitar uma maior opressão”, acrescenta a nota, que pede o apoio internacional nesse sentido.