Uma filha de Laurent Gbagbo pediu a um grupo de advogados franceses que examinem a legalidade da detenção do ex-líder da Costa do Marfim e sua esposa e a intervenção do Exército francês, informou nesta quarta-feira o porta-voz da família na França, Toussaint Alain.
Antoniette Singleton, uma das filhas de Gbagbo, explicou em comunicado que pediu a cinco advogados que constituam “uma junta para garantir a defesa “do ex-presidente marfinense e de sua esposa, assim como de outros membros da família e colaboradores “detidos ilegalmente pelos rebeldes”.
“Pedi aos advogados que estudem as condições de legalidade, em sentido internacional, da ‘detenção’ do presidente da república e da primeira-dama”, conforme comunicado recolhido pelos meios franceses.
O pedido procura que os advogados estudem “a legalidade internacional da intervenção do Exército francês, que atuou fora do marco da resolução 1975 do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.
Entre os advogados está o ex-ministro socialista de Exteriores Roland Dumas, quem visitou a Gbagbo em Abidjan em dezembro para mostrar seu apoio e denunciou uma ingerência francesa em Costa do Marfim.
Quase cinco meses depois das eleições nas quais Alassane Ouattara derrotou a Gbagbo, as forças francesas intervieram em favor do presidente eleito para que este pudesse ocupar o cargo.
Os próximos de Gbagbo denunciam que foram as tropas francesas as que detiveram o ex-líder em sua residência, enquanto Paris desmente categoricamente e ressalta que seus soldados bombardearam os alvos estratégicos para facilitar que os militares leais a Ouattara detivessem.