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Filha de ex-presidente iraniano é liberta, diz agencia "Fars"

Arquivo Geral

20/02/2011 2h16

As forças de Segurança libertaram nesta tarde uma das filhas do ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanyani após retê-la durante algumas horas no centro da capital, anunciou a agência de notícias local “Fars”.

 

Em um escritório informativo prévio, a própria fonte havia garantido que Faezeh Hashemi dirigia “um grupo de arruaceiros”.

 

“Alguns minutos atrás, Faezeh Hashemi foi libertada depois de declarar que estava fazendo compras. A última vez que havia sido detida (também durante manifestações da oposição) disse que estava comprando um sanduíche”, explicou “Fars”.

 

A agência oficial de notícias local “Irna” assinalou que a mulher foi detida quando estava em um lance de uma longa avenida gritando palavras de ordem “que podiam causar distúrbios”.

 

A “Irna” ressalta que a filha do homem que dirigiu o Governo entre 1989 e 1997 “participou de forma reincidente de várias manifestações ilegais”.

 

Dezenas de grupos de opositores iranianos convocaram para este domingo protestos em diferentes pontos de Teerã e de outras cidades do país, apesar das advertências das Forças de Segurança que reprimiram com violência as manifestações, informaram os sites da oposição.

 

Na véspera, um importante deputado conservador advertiu o próprio Rafsanyani que devia esclarecer sua postura com relação aos líderes da oposição.

 

O ex-líder preside na atualidade a denominada “Assembleia de Analistas”, órgão que elege o líder supremo da Revolução e que igualmente pode pedir sua substituição, e a “Assembleia de Discernimento”, organismo de mediação entre a Câmara e o Conselho de Guardiães.

 

Rafsanyani, que perdeu as eleições de 2005 contra o atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, posicionou em favor dos líderes opositores quando estes denunciaram em junho de 2009 que as eleições presidenciais haviam sido fraudadas.

 

Na campanha eleitoral prévia ao polêmico pleito, Ahmadinejad acusou Rafsanyani, um dos homens mais próximos do inspirador da República Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, e a sua família de corrupção e enriquecimento.

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