O ex-líder cubano Fidel Castro se reuniu hoje durante mais de uma hora e meia com embaixadores cubanos e conversou com eles sobre os “graves perigos” para a humanidade caso houvesse um ataque contra o Irã ou a Coreia do Norte, informou a imprensa oficial.
Em sua quinta atividade pública em nove dias, Castro também entregou aos embaixadores uma carta pessoalmente dirigida a cada um deles, ao ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Grelha, e ao Conselho de Direção da Chancelaria, de acordo com uma nota publicada no site oficial “Cubadebate”.
Segundo o comunicado, Fidel Castro respondeu a perguntas e comentários dos diplomatas cubanos e abordou análises políticas de diversas fontes.
Fidel considerou as atuais pressões contra o regime iraniano uma “cópia” daquelas feitas contra o ex-primeiro ministro iraniano Mohamed Mossadegh.
Para o ex-líder cubano, Mossadegh foi derrubado por um golpe de Estado, encorajado pelos Estados Unidos e outras potências ocidentais, quando empreendeu uma política de nacionalização dos recursos na década de 1950.
Fidel Castro, que estava afastado da vida pública desde que adoeceu em 2006, reapareceu pela primeira vez desde então no último dia 7 no Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNIC). Na última segunda-feira, discursou na televisão estatal e, dois dias depois, visitou o Centro de Pesquisas da Economia Mundial (CIEM).