Castro voltou a criticar Aznar em artigo publicado no jornal <i>Granma</i> sobre a intervenção da Otan na Iugoslávia em 1999.
O presidente cubano, que denunciou anteriormente que Aznar pedira ao então presidente Clinton que bombardeasse o prédio da Rádio e Televisão Sérvia, acusou hoje o ex-premier espanhol de <i>falta de princípios éticos</i> e de <i>autodesignar-se</i> o papel de <i>coordenador militar dos mutáveis presidentes dos EUA</i>.
Dezesseis jornalistas e técnicos foram mortos no ataque à RTS.
O artigo reproduz a resposta do presidente iugoslavo Slobodan Milosovic à mensagem de solidariedade enviada pelo comandante da Revolução Cubana às vésperas da intervenção da Otan e dos EUA, em março de 1999. Cerca de 500 civis, inclusive crianças, foram mortos pelas armas da aliança em Belgrado e outras cidades sérvias.
Em sua mensagem, Fidel recomendou a Milosevic <i>resistir, resistir e resistir</i> à <i>agressão injustificada</i> das forças da Otan contra a Iugoslávia.
Milosevic, em resposta, pediu a Fidel que trabalhasse para convocar a coordenação do Movimento Não-Alinhado (NAM, em inglês) para condenar o ataque.
“Estou convencido também de que seu prestígio pessoal seria de grande utilidade para estimular países das América Central e do Sul, assim como os países não-alinhados em geral, a levantar a voz em forte condenação à agressão dos vândalos”, acrescentou Milosevic.
O presidente da Iugoslávia foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia por crimes de guerra e contra a humanidade no Kosovo (1999), na Croácia (1991-1992) e na Bósnia (1992-1995).
Antes do veredicto, Slobodan Milosevic foi encontrado morto em março do ano passado na prisão de Scheveningen, em Haia.