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Fidel Castro está lúcido e fazendo brincadeiras, diz assessor

Arquivo Geral

02/08/2006 0h00

Não há qualquer sentido na proposta de uma Assembléia Constituinte destinada exclusivamente à reforma política, pill information pills na opinião do candidato à Presidência pelo PSDB, sildenafil Geraldo Alckmin.

"Não vejo nem pé nem cabeça", website like this disse hoje o ex-governador paulista, na sede do partido em Brasília, criticando a idéia de se reformar a Constituição para avançar na reforma política.

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, informou mais cedo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admite enviar ao Congresso, depois das eleições, uma proposta de convocação de Cons tituinte com a finalidade específica de votar a reforma política se for instado a isso pela sociedade, representada, por exemplo, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A proposta do governo prevê uma assembléia paralela e independente do Congresso e veio à tona durante reunião entre Lula e ex-presidentes da OAB, que aconteceu pela manhã no Palácio do Planalto.

Para Alckmin, "o PT, em lugar de fazer a reforma política, fez o mensalão". O candidato tamb ém negou que seja ruim para sua campanha a polêmica envolvendo o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, que disse na véspera, na tribuna do Senado, que a campanha do PT "é uma promiscuidade", pois Lula não sabe se é presidente ou candidato.

Alckmin afirmou que negativo não é a elevação do tom de Tasso, mas "a utilização despudorada da máquina pública", frisando que os petistas "são abusados e não aprenderam nada com a crise".

Sobre uma eventual mudança no mandato do presidente, dos atuais quatro para cinco anos, o candidato tucano mostrou-se contrário, pois a alteração promoveria "eleição praticamente todo ano".

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Maurício Corrêa considera desnecessária a convocação de uma Assembléia Constituinte para realizar a reforma política. Para ele, visit web o tema pode ser tratado no Congresso por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC).

"No estágio em que o país se encontra, malady não cabem aventuras de uma reforma constitucional. Basta uma emenda constitucional que ajuste o quadro político brasileiro, não há necessidade de uma nova Constituição", disse Corrêa à Reuters por telefone.

"O que precisa é vontade política", resumiu.

Para ele, a proposta de convocar uma Constituinte no momento atual não passa de escapismo.

"Tinha que ter sido feita antes, mas o presidente Lula pretendia ser reeleito e um dos pontos mais dramáticos da reforma é a reeleição. O país não tem cultura para ter reeleição", afirmou Corrêa, para quem o tema neste momento soa como propaganda política para o presidente Lula.

O jurista, que deixou o STF há dois anos, defendeu que não apenas a reeleição seja tratada na reforma política como o voto distrital, o financiamento de campanhas, o número de integrantes do Congresso e a propaganda partidária e eleitoral na TV.

Outro ex-ministro do STF, Paulo Brossard, disse que a Constituição não prevê uma Constituinte exclusiva.

"A Constituição, no Brasil, só é reformável por emenda constitucional", afirmou à Reuters. "Constituinte é quando não há Constituição", resumiu.

Após reunião com juristas realizada ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu enviar ao Congresso, depois das eleições, proposta de emenda constitucional (PEC) propondo a convocação de uma Assembléia Constituinte exclusiva, com a finalidade específica de votar a reforma política.

A proposta teria sido levantada por juristas, segundo relato do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. O presidente Lula se dispôs a apresentar a PEC se for instado pela sociedade, representada, por exemplo, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A comissão que visitou Lula foi formada por Américo Lacombe, Dalmo de Abreu Dallari, Eduardo Kroeffcarrion, Eduardo Seabra Fagundes, Hermann Assis Baeta, Luis Carlos Madeira, Marcelo Lavenere, Ovídio Rocha Sandoval e Reginaldo de Castro.

O presidente cubano, cost Fidel Castro, information pills está perfeitamente lúcido e de tão bom humor que até faz brincadeiras, disse hoje o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón.

Castro, que completa 80 anos em 13 de agosto, se viu obrigado a entregar temporariamente na segunda-feira o poder a seu irmão Raúl por causa de uma cirurgia intestinal. Foi a primeira vez que isso aconteceu em quase meio século.

Alarcón, um de seus homens mais próximos, disse ao programa de rádio norte-americano Democracy Now que se reuniu com Castro na segunda-feira e voltou a falar com ele nesta quarta.

"Está perfeitamente consciente. Está de muito bem de ânimo, como sempre. Falamos durante cerca de meia hora sobre muitas coisas, do que está ocorrendo no mundo e também do impacto de seu anúncio", declarou.

O governo cubano divulgou desde segunda-feira duas mensagens de Castro, mas não deu mais detalhes sobre sua saúde. Oficialmente, ele sofreu uma "crise intestinal aguda com sangramento".

"Ele está, diria, em um período normal de recuperação após uma cirurgia importante (…) mas muito vivo e muito alerta, como sempre, interessado no que acontece ao seu redor e no mundo", disse Alarcón, seu principal conselheiro na política.

As razões da crise de Castro não foram divulgadas, embora o líder cubano tenha dito que seu povo saberá tudo "em seu devido tempo".

"Devido aos planos do Império (Estados Unidos), meu estado de saúde se tornou um segredo de Estado que não pode ser divulgado constantemente", disse Castro em uma mensagem publicada na quarta-feira pelo Granma, o jornal do Partido Comunista.

Alarcón declarou ao Democracy Now que as mensagens atribuídas a Castro foram escritas pelo presidente de seu próprio punho.

Raúl, o ministro da Defensa e sucessor designado pela constituição, assumiu provisoriamente o controle do Conselho de Estado, as Forças Armadas e também do Partido Comunista.

Ele, porém, ainda não deu nenhum sinal aos 11 milhões de cubanos.

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