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Mundo

Fidel Castro diz que EUA estão "manchados de sangue" por crimes no mundo

Arquivo Geral

17/02/2011 10h09

O ex-presidente cubano Fidel Castro considera necessário “explicar bem” à população o plano de ajustes econômicos empreendido na ilha, segundo disse em um encontro com intelectuais realizado na terça-feira e cuja segunda parte foi divulgada nesta quarta-feira pela emissora de TV estatal.

“Nós fizemos (o projeto de reformas econômicas), agora temos que complementar isso, explicar bem”, foi a breve referência de Fidel Castro sobre este tema.

Sua alusão acontece a apenas dois meses do 6º Congresso do Partido Comunista, que ratificará a “atualização” econômica impulsionada por seu irmão, o presidente Raúl Castro, para superar a grave crise que a ilha enfrenta há décadas.

 

Desde que reapareceu em atos públicos no ano passado, após uma longa convalescença pela doença que o obrigou a deixar o poder, Fidel Castro – que continua sendo o primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba – se dedica fundamentalmente a analisar temas internacionais, não sendo frequente que entre em questões da política interna da ilha.

Sua breve menção aos ajustes econômicos na ilha aconteceu durante o encontro com intelectuais cubanos e estrangeiros convidados à Feira do Livro de Havana realizado na terça-feira, quando Fidel Castro convidou-os a assumir um “papel ativo” diante dos problemas que ameaçam a humanidade.

Na parte do ato transmitida nesta quarta-feira, o ex-presidente cubano insistiu também em suas críticas aos Estados Unidos, país que Fidel acusou de estar “manchado de sangue” real por crimes, disse, cometidos em diferentes partes do mundo, como Afeganistão, Paquistão e Irã, neste último caso em referência aos assassinatos de cientistas nucleares.

“Valeria a pena que Obama explicasse que sabe não só dos milhões que este acumulava (em referência a Hosni Mubarak, ex-líder egípcio), mas que sabe dos assassinatos cometidos contra os cientistas iranianos, que estavam trabalhando como cientistas, não eram nem soldados”, denunciou.

Respondendo a perguntas dos participantes, Fidel também criticou organismos internacionais como as Nações Unidas, que segundo sua opinião é uma “fraude” imposta e controlada pelos EUA.

Este encontro com intelectuais foi o primeiro ato público de Fidel Castro em 2011 e nas imagens transmitidas pela emissora estatal pôde ser visto com bom aspecto, vestido com uma jaqueta esportiva escura.

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