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Fed inicia sua primeira reunião sobre juros com Kevin Warsh na presidência

Mercado acompanha estreia do novo presidente do banco central dos EUA em meio à pressão de Donald Trump por cortes nas taxas e ao desafio de conter a inflação

Redação Jornal de Brasília

16/06/2026 14h29

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Foto: AFP

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) iniciou, nesta terça-feira (16), a reunião de seu comitê de política monetária sob o comando de Kevin Warsh, de quem o presidente americano, Donald Trump, espera cortes das taxas de juros, apesar de uma inflação maior.

O encontro terminará na quarta-feira. O Fed vai anunciar sua decisão às 14h locais (15h de Brasília). Warsh dará, em seguida, sua primeira coletiva de imprensa como encarregado do banco central mais influente do mundo.

Não há nenhum suspense em torno da política monetária: espera-se a manutenção dos juros, a quarta consecutiva, enquanto as taxas se situam na faixa entre 3,50% e 3,75% desde dezembro.

É possível, inclusive, que a decisão seja tomada por unanimidade pelos doze membros com direito a voto do comitê, o que não acontece há um ano.

Os investidores vão acompanhar os passos de Warsh muito de perto.

“O mercado tenta averiguar se é um falcão ou uma pomba, ou pior ainda, um falcão disfarçado de pomba”, explica à AFP Steve Sosnick, analista da Interactive Brokers.

No jargão dos bancos centrais, os “falcões” se concentram no combate à inflação e são mais propensos a elevar os juros, enquanto as “pombas” tendem a apoiar o crescimento econômico mediante juros baixos.

“As pessoas se perguntam como vão fazer para gerenciar as expectativas tão claras do presidente (Trump), que o quer pomba”, afirmou Sosnick.

Trump reivindica um relaxamento da política monetária para reduzir os custos de endividamento e estimular a atividade econômica.

Isto parecia possível quando nomeou Warsh, no fim de janeiro. A inflação se moderava e o mercado de trabalho, deprimido, dava a impressão de precisar de um empurrão.

Mas o início da guerra no Oriente Médio e a posterior escalada dos custos da energia mudaram as regras do jogo, ao provocar uma nova onda inflacionária nos Estados Unidos.

O Fed tem a missão de conter a alta da inflação em torno de 2%, um objetivo descumprido há mais de cinco anos, além de buscar o pleno emprego.

AFP

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