O crescimento econômico foi mais lento ou parou em meados de julho nos Estados Unidos, segundo o “livro bege” do Federal Reserve (Fed, banco central americano), divulgado hoje pela entidade.
O documento recolhe informações nas diversas regiões que formam seu sistema e hoje suas avaliações foram coerentes com a noção de que a economia perdeu ímpeto no começo do segundo trimestre.
Mas, em balanço, a economia dos EUA seguiu crescendo desde meados do ano passado, após quatro trimestres de contração, na recessão mais profunda e prolongada em sete décadas.
As sedes do Fed em Cleveland e Kansas City deram conta de uma atividade econômica estagnada, enquanto que os de Atlanta e de Chicago informaram que o ritmo de crescimento tinha diminuído recentemente.
O tom do “livro bege” é claramente menos otimista que o relatório divulgado no início de junho, que registrou um melhora das condições nos 12 distritos do sistema do Fed.
“A atividade industrial continuou se expandindo na maioria dos distritos, mas vários deles informaram que a atividade diminuiu durante o período coberto por este relatório”, informa a publicação, que acrescenta que “os distritos também assinalaram condições melhores no setor de serviços”.
Em termos gerais, segundo o “livro bege”, as condições do mercado de trabalho “melhoraram modestamente em todos os distritos, com alguns relatórios de contratações temporárias”.
A despesa dos consumidores representa nos EUA quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e o “livro bege” apontou que essa despesa nas liquidações do começo do verão foi, “no geral, positiva, embora na maioria dos distritos os incrementos tenham sido modestos”.