O dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome e sede por mais de quatro meses pela liberdade de presos políticos doentes, disse hoje à Agência Efe que vários dissidentes que devem ser soltos ligaram para agradecer pelo protesto.
“Entre ontem e hoje falei com os 18 que estão para sair (prisão) de Combinado del Leste, e na medida que vão chegando eles vão me ligando”, disse Fariñas, por telefone, do hospital da cidade de Santa Clara, a 270 quilômetros de Havana, onde está internado.
As autoridades cubanas estão agrupando nessa prisão, em Havana, os presos que aceitaram viajar para a Espanha, 20 no total, de acordo com a Igreja Católica.
“Penso que todo cidadão cubano tem direito a sair do país e entrar nele, como estabelece a declaração de direitos humanos das Nações Unidas. Cada pessoa tem esse direito e é preciso respeitá-lo, e penso que todos têm o espírito de continuar fazendo oposição no exílio”, afirmou.
Segundo Fariñas, “isso é uma janela aberta da grande casa que é a nação cubana, mas ainda restam 115 (presos políticos) e todos devem ser libertados”.
O jornalista independente e psicólogo, de 48 anos, deixou em 8 de julho o protesto que tinha começado, após a morte do preso político Orlando Zapata em fevereiro último, para exigir a liberdade dos dissidentes doentes.