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Farc reiteram promessa de libertar reféns e negam coordenadas erradas

Arquivo Geral

16/02/2011 13h00

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reiteraram o compromisso com a libertação de dois reféns e negaram terem dado coordenadas erradas do local de entrega no domingo passado, como argumenta o Governo.

As coordenadas da região na qual serão entregues o policial Guillermo Solórzano e o militar Salín Sanmiguel “serão transmitidas de maneira oportuna”, afirma a guerrilha em comunicado enviado nesta quarta-feira à imprensa local, no qual reiteram sua decisão de “cumprir o compromisso” de libertar os dois sequestrados.

O comunicado, assinado pelo Bloco Móvel Arturo Ruiz das Farc, está datado nas “Montanhas da Colômbia” em 14 de fevereiro, um dia após a frustrada libertação de Solórzano, major da Polícia, e Sanmiguel, cabo do Exército.

“Infelizmente, no dia anterior, por razões que estamos investigando, não foi possível completar a libertação unilateral da totalidade dos prisioneiros de guerra anunciados”, sustenta o grupo rebelde.

“Desde o momento em que foi feito o anúncio público da libertação não cessaram os combates diários com o Exército na zona onde permanecem os prisioneiros, o major Solórzano e cabo Salín Sanmiguel”.

Além disso, segundo as Farc, a região “é a mesma” onde ambos serão entregues à ex-senadora Piedad Córdoba e cujas coordenadas, em uma área limítrofe entre os departamentos de Valle del Cauca e Cauca, no sudoeste do país, “serão transmitidas em breve”.

 

“Reiteramos a decisão de cumprir o compromisso público do Secretariado do Estado-Maior Central” de entregar a Córdoba e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) os dois reféns, “uma vez reiterem por parte do Governo nacional as garantias estipuladas nos protocolos”, conclui o comunicado.

Solórzano e Sanmiguel fazem parte do grupo de cinco reféns cuja libertação incondicional foi anunciada pelas Farc em dezembro como “gesto de humanidade” em direção à ex-senadora, destituída de seu cargo pela Procuradoria em setembro de 2010 por supostas ligações com a guerrilha.

A operação humanitária para concretizar as libertações começou na quarta-feira passada com a entrega do vereador Marcos Baquero e continuou na sexta-feira com as do também vereador Armando Acuña e o fuzileiro naval Henry López.

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