Menu
Mundo

Farc e ETA tinham <i>acordo terrorista</i>, diz procurador colombiano

Arquivo Geral

25/07/2008 0h00

A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a organização separatista espanhola ETA tinham um “acordo terrorista” evidenciado em mensagens dos computadores do líder rebelde “Raúl Reyes”, advice afirmou hoje o procurador-geral da Colômbia, medical Mario Iguarán.

“Não só é o conteúdo nos computadores; também há informação das autoridades espanholas que nos permitem falar desse pacto terrorista ETA-Farc”, disse Iguarán depois de se reunir com o promotor-chefe da Audiência Nacional da Espanha, Javier Zaragoza.

Zaragoza recebeu hoje de Iguarán, em Bogotá, uma série de documentos sobre os supostos nexos entre ambas as organizações, extraídos dos arquivos do computador do “número dois” das Farc, conhecido como “Raúl Reyes”.

Os arquivos se encontravam nos três computadores portáteis que as autoridades colombianas confiscaram após bombardear, em 1º de março, o acampamento do chefe guerrilheiro em território equatoriano, ataque no qual morreram “Reyes” e outras 25 pessoas.

O procurador colombiano declarou à imprensa que, dos 35 mil arquivos dos computadores de Raúl Reyes, 111 registravam indícios de relações entre a ETA e as Farc.

Os mesmos equipamentos, disse depois, guardavam “1.400 emails com servidores na Espanha”.

“Dispusemos o congelamento desses correios eletrônicos”, afirmou.

“Nos arquivos, pôde ser detectada a presença de membros da ETA em acampamentos das Farc, e que a ETA realizaria atentados e seqüestros a pedido do grupo”, acrescentou Iguarán.

O procurador colombiano acrescentou que sua entidade conta com a identificação de responsáveis pela entrada e circulação na Espanha de dinheiro obtido pelos rebeldes em operações de narcotráfico.

Neste âmbito, o espanhol informou que as autoridades de seu país sabem que o dinheiro que as Farc obtêm com a venda de drogas “se movimenta através da Europa”.

“Esperamos prestar às autoridades colombianas toda a ajuda que for necessária para chegar até as últimas conseqüências, para evitar que sirva para financiar as atividades dessa organização terrorista”, disse o procurador.

Iguarán compartilhou os documentos com Zaragoza em virtude de acordos de cooperação judicial entre os dois países.

“É uma colaboração na luta contra um problema que atinge o povo espanhol, tanto quanto o nosso”, afirmou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado