As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram que libertarão cinco reféns (três militares e dois políticos) que estão em seu poder em desagravo à ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, destituída pela Procuradoria por ligação com a guerrilha.
Os reféns que seriam libertados, segundo uma carta das Farc publicada pelo site “Anncol”, são o major da Polícia Guillermo Solórzano, o cabo do Exército Salín Sanmiguel, e o infante da Marinha Henry López Martínez.
Igualmente, os presidentes dos conselhos municípios de San José del Guaviare, Marcos Vaquero e da população de Garzón, no departamento do Huila, Armando Acuña.
“A decisão está tomada e a data dependerá das garantias outorgadas pelo Governo para que a senadora Piedad possa receber os que serão libertados”, assinala a carta dirigida à ex-congressista, assinada pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc.
Reiteram que continuam dispostos a realizar uma “troca de prisioneiros” e agregam: “não retrocederemos no propósito de buscar a libertação de Simón Trinidad”, extraditado para os Estados Unidos.
As Farc insistem que não abrem mão de seu pedido para que outros guerrilheiros extraditados também voltem ao país.
A ex-senadora Piedad Córdoba respondeu imediatamente à notícia com uma mensagem em seu Twitter na qual diz que “toda notícia que nos faça caminhar para a paz, a liberdade, enche meu coração de felicidade”.
Meios de comunicação indicaram que o presidente Juan Manuel Santos já está inteirado do anúncio das Farc, mas até o momento não se pronunciou publicamente a respeito.
Orlando López, irmão do infante da Marinha Henry López Martínez, assinalou a rádio “RCN” que a família está muito contente e manifestou que só esperam que o anúncio se materialize o mais rápido possível.