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Mundo

Família Rousseff na Bulgária se orgulha do triunfo de Dilma

Arquivo Geral

08/11/2010 14h59

Muito orgulho e vontade de poder vê-la em breve. Foi isso o que sentiu a família búlgara da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, quando soube da notícia de seu triunfo nas urnas.

“Sempre soube que Dilma ganharia, uma voz interior me dizia isso. E todas as noites eu rezava para que ela ganhasse”, confessa à Agência Efe Toshka Kovacheva, de 72 anos, viúva de Tsvetan Kovachev, primo da futura presidente.

A contadora aposentada representa a família da próxima governante em Gabrovo, a cidade de onde o pai de Dilma, o comunista Petar Rúsev, emigrou em 1929.

Rúsev deixou a Bulgária em 1929 e foi primeiro para a França e depois para a Argentina, até decidir permanecer no Brasil. Aqui, modificou o nome e o sobrenome para facilitar sua pronúncia, e passou a se chamar Pedro Rousseff.

Toshka é uma das moradoras da cidade de aproximadamente 60 mil habitantes que fica na região central da Bulgária, aos pés da cordilheira Stara Planina, cujos habitantes organizaram, orgulhosos, uma exposição de fotos sobre a origem da presidente.

A prima aguarda ansiosa pelo encontro inédito com Dilma. “Tomara que ela venha à Bulgária e à cidade de seu pai. Tomara que Deus me mantenha viva para esse momento”, afirma, emocionada.

Enquanto segura um crucifixo pendurado no pescoço, Toshka tem os olhos iluminados ao apontar uma foto do marido exibida na mostra organizada no Museu Regional de História.

“A quantidade de visitantes me surpreendeu. O interesse dos gabrovianos é muito grande, eles desejam saber a origem de sua conterrânea”, relata a aposentada.

O museu também imprimiu um folheto informativo que revela as raízes dos Rousseff desde 350 anos atrás. O impresso conta ainda que antes de emigrar da Bulgária, o pai de Dilma tinha uma esposa na cidade, Evdokia Yankova, e um filho, Lyuben, morto há dois anos.

“O que não foi dito publicamente até agora é que Pedro Rousseff se divorciou de sua primeira esposa quando ela estava no nono mês de gravidez”, explica à Efe um historiador da cidade que pediu para não ser identificado para não causar um mal-estar à família.

“A razão que o levou a abandonar o país não foi política, apesar de a imprensa dizer que ele era perseguido por ser comunista, nem econômica. O motivo é que simplesmente ele queria estar o mais longe possível de sua ex-mulher”, acrescenta.

O prefeito de Gabrovo, Nikolay Sirakov, não esconde o orgulho pelas raízes de Dilma. “O sucesso da presidente elevou o ânimo dos habitantes da cidade”, afirma.

“Dilma nos mostrou que quando lutamos podemos conquistar nossos objetivos”, declara radiante, revelando que espera que o convite enviado à futura presidente possa se concretizar em uma visita que “provocaria euforia entre os moradores”.

“O Brasil terá um bom governo, já que Dilma é uma mistura entre a passionalidade brasileira, o espírito obstinado búlgaro e o caráter econômico e empreendedor dos gabrovianos”, acrescenta.

O prefeito revela que está organizando a viagem de um grupo de crianças da cidade para participar, com danças e canções folclóricas, da cerimônia de posse da nova presidente, no dia 1º de janeiro.

Sirakov lembra também que Gabrovo era conhecida como “a Manchester búlgara”, já que ali apareceram as primeiras fábricas do país. Com um desemprego de 6%, abaixo da média nacional de 10%, a cidade já não é o símbolo da industrialização, mas mantém a fama de capital búlgara do humor pela quantidade de piadas que circulam sobre seus habitantes.

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