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Mundo

Família é processada pela Disney por violar direitos autorais

Arquivo Geral

16/07/2008 0h00

Uma família hispana da Flórida (Estados Unidos) foi acusada em um tribunal federal de violação de direitos autorais pelo gigante do entretenimento Walt Disney World.

David Chaveco, viagra 100mg de 31 anos, e Marisol Pérez de Chaveco, de 31, proprietários da Kool Klown Party People Inc., que faz jogos infláveis, organiza aniversário com cabras-cegas, palhaços e caras pintadas, compraram fantasias semelhantes aos personagens da Disney “Bisonho” e “Tigrão” para alugá-las.

A Disney alega que a aquisição e exibição, por fotografias, das fantasias que simulam seus personagens viola as leis de direito de autor e propicia uma concorrência desleal em violação à Lei Lanham, ambos códigos federais, além de causar confusão, já que se poderia pensar que a companhia patrocina os eventos da Kool Klown.

“Ao comprar estas fantasias, que se vêem por todas as partes na internet, não sabíamos que estávamos violando nenhuma lei”, afirmou à Agência Efe Marisol Pérez Chaveco, que lamenta não ter podido custear a ajuda legal quando começou o negócio, que teria economizado toda esta “dor de cabeça”.

Se tivesse tido orientação legal “que nos ajudasse a conhecer o que se pode ou não fazer, e que certamente nos teria aconselhado sobre a aquisição dessas fantasias, nunca as teríamos comprado”, sustentou.

Pérez, que alega que as fantasias não são mais que “um burro cor violeta e um tigre laranja, que em nada se parecem com os personagens”, disse que cumpriu todas as exigências da Disney para evitar o processo.

“Tiramos os anúncios de nosso site, fechamos nossa conta no My Space, tiramos os anúncios no Craig List, e demos toda a informação que tínhamos, mas Disney não cumpriu sua parte de não continuar com o processo”, disse Pérez com preocupação.

Isso porque a ação milionária também exige que sejam pagos os custos dos advogados da empresa.

“Nem sequer temos dinheiro para nos defender e buscar nosso próprio advogado, e como vamos pagar pelos custos de seus advogados?”, questionou a cubana, mãe de duas crianças, de três e um ano.

“Somos uma família que vive muito simplesmente, já que meu marido não tem um trabalho que deixe dinheiro”, destacou.

“O negócio é algo que faço em minha casa, a meio período, já que me dedico a cuidar dos meus filhos, um que é autista e outra que recebe tratamento para fala, e aos quais nunca pudemos levar aos parques da Disney porque não podemos pagar os preços das entradas”, acrescentou.

Além de devolver as fantasias à empresa peruana à qual essas foram compradas por cerca de US$ 500 através do eBay, o casal acrescentou no site que nenhum costume utilizado pela Kool Klown tem relação com a Disney ou outra empresa de personagens, pensando que a explicação esclareceria a situação.

No entanto, documentos da Corte indicam que o esclarecimento foi considerado pela Disney um “ato de má-fé” e demanda que a Kool Klown entregue, “para destruí-los”, as fantasias e provas de transações relacionadas com o aluguel dos mesmos em suas festas.

“Cumprimos todas as exigências, mas não podemos devolver as fantasias, porque não os temos”, afirmou Pérez, que afirmou que o litígio criou má reputação, ao ponto que se viram obrigados a fechar o negócio e cancelar os sonhos de ter uma pequena empresa de diversão infantil, inspirada nas crianças.

“Se tivesse tido ajuda legal e conhecimento das leis, teria nos tirado muitas dores de cabeça, nem teríamos que nos ver como agora, afogados economicamente, com um processo milionário e sem poder pagar um advogado que nos represente. Tomara que algum advogado queira tomar nosso caso pró-bônus”, ressaltou.


 


 

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