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Mundo

Família de brasileira morta no México não pedirá corpo até resolução do caso

Arquivo Geral

15/04/2010 21h36

A família da turista brasileira Mônica Beresford-Redman, encontrada morta no balneário mexicano de Cancún, não pedirá seu cadáver até que o caso seja “completamente esclarecido”, disse nesta quinta-feira (15) o advogado Alejandro Ledezma.

 

Em uma breve entrevista concedida na Promotoria local, Ledezma afirmou que a família de Mônica está disposta a colaborar “em tudo” para que o responsável do homicídio seja sentenciado.

 

O principal suspeito do crime é o marido da brasileira, o americano Bruce Beresford-Redman, produtor da série de TV “Survivor”,

 

“A família concorda com as autoridades: há apenas uma linha de investigação e apenas um suspeito. A única cosia que esperam é que se faça justiça”, acrescentou o advogado.

 

Segundo Ledezma, a família de Mônica está recebendo atendimento e assessoria direta por parte da Embaixada do Brasil no México.

 

“O pessoal da Embaixada do Brasil no México está em contato permanente com a família. É muito possível que venham a Cancún para ter mais detalhes do caso”, comentou.

 

O procurador Francisco Alor disse que o cônsul do México em Los Angeles (Estados Unidos), Juan Marcos Gutiérrez, falou pessoalmente com ele para avisar que serão enviados nos próximos dias depoimentos de pessoas próximas ao casal.

 

“Recebemos a informação de que, por meio do consulado do México em Los Angeles, vão apresentar documentos que terão valor de prova na investigação prévia”, disse o procurador, quem afirmou desconhecer o conteúdo da documentação apesar de o cônsul ter adianta que tem relação com como era a convivência do casal.

 

“Nós estamos sendo muito cuidadosos para que a documentação leve à finalidade de encontrar o suposto responsável ou responsáveis pelos fatos, e não relacionar alguma situação que não tenha nada a ver com a investigação”, explicou.

 

Segundo Alor, desde o último final de semana, peritos da Procuradoria-Geral da República do México (PGR) fizeram uma série de exames no corpo de Mônica, com os quais esperam esclarecer plenamente o caso.

 

Entre os elementos divulgados da investigação que apontam para o marido de Mônica como principal suspeito se destaca o fato de que a brasileira morreu por asfixia antes de ser jogada dentro de uma fossa séptica localizada a menos de 100 metros do hotel em que o casal estava hospedado.

 

A Polícia encontrou rastros de sangue desde o quarto do casal até a fossa onde o corpo de Mônica foi encontrado.

 

 

Os registros do hotel mostram que a porta do quarto teve pelo menos 11 entradas e saídas em um intervalo de uma hora, tempo que coincide com o momento provável da morte segundo a análise dos legistas.

 

Um segurança foi testemunha de uma forte discussão entre o casal, onde teriam chegado perto de agressões físicas.

 

Além disso, segundo a Procuradoria, pelo menos seis pessoas viram o casal discutir durante o jantar em um restaurante do hotel na noite do dia 5 de abril.

 

No entanto, Bruce Beresford-Redman declarou que viu sua esposa pela última vez na manhã do dia 5 e esperou até terça-feira para denunciar seu desaparecimento.

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