Os trabalhos de resgate em Mianmar após a passagem do ciclone “Nargis” são dificultados pela falta de infra-estruturas, illness disse hoje a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assistência Humanitária da ONU (OCHA), page Elisabeth Byrs.
“É extremamente complicado chegar aos lugares onde a ajuda é necessária”, patient já que o delta do Irrawaddy é um dos maiores do mundo, “com milhares de pequenos riozinhos pelos quais não se pode ter acesso porque estão bloqueados”, explicou Byrs.
A porta-voz do OCHA destacou que “o mais complicado é levar a ajuda dos navios até povoados” e ressaltou que faltam guindastes para descarregar as cargas das embarcações.
Sobre a entrada no país dos funcionários de assistência estrangeira, Byrs confirmou que foram emitidos 45 vistos solicitados pelas 11 agências da ONU e que os voluntários podem se movimentar com liberdade pela zona do desastre.
Byrs disse que acredita que o mesmo não acontece com os membros das ONGs presentes no país e afirmou que “farão falta mais especialistas para poder dar continuidade aos trabalhos de assistência”.
Uma ajuda que será destinada a um número indeterminado de afetados, já que a ONU não pode certificar quantas pessoas precisam de atendimento, porque não tem os dados relativos aos desabrigados fornecidos pelo Governo, nem tem acesso a muitas das áreas onde acredita-se que há indivíduos necessitando de auxílio.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) deu a mesma resposta. Seu porta-voz não pôde dizer quantas crianças voltarão às aulas na segunda-feira quando oficialmente será retomada a atividade escolar na região devastada pelo ciclone.
Sobre as necessidades da população afetada, Byrs disse que estima que durante o próximo mês serão necessárias 8.900 toneladas de alimentos para ajudar 483 mil pessoas.
Até o momento, pousaram em Yangun 178 aviões com ajuda humanitária.