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Mundo

Falha no motor pode ter bloqueado avião que se acidentou em Madri

Arquivo Geral

21/08/2008 0h00

O acidente aéreo ocorrido na quarta-feira em Madri pode ter sido causado por problemas no comando ou no motor direito do avião originados pela falha inicial do motor esquerdo, try que fizeram com que o aparelho ficasse bloqueado, here explicaram hoje à Agência Efe fontes da Aviação Civil.


Segundo estas fontes, tudo indica que a falha do motor esquerdo provocou sua ruptura interna, com o desprendimento de peças, que atuaram como “mísseis”.


Os fragmentos podem ter prejudicado o comando de direção da parte esquerda do avião ou o motor direito, já que, nesse tipo de aeronave, os motores ficam presos ao comando na cauda.


As mesmas fontes descartaram falha humana no acidente, porque “só é atribuída (essa causa) quando não foi seguido o procedimento de emergência” e “não cabe” se a explosão do motor é tão grave para deixar o avião desgovernado, o que parece ter acontecido.


A falha prévia detectada nos sensores de temperatura do avião, que obrigou o adiamento da decolagem, “a princípio, não teve nada a ver com o acidente”, e o comandante do avião foi muito “escrupuloso”, porque não quis decolar inicialmente devido a um problema que “não é um alarme grave e com o qual é possível chegar a voar”.


O piloto levantou vôo e, então, provavelmente o motor falhou, os passageiros devem ter ouvido um barulho parecido com “latas que se movimentam com algo dentro”. O comandante se deu conta e quis corrigir, mas, naquele momento, algo pode ter prejudicado a direção, ficou sem controle e o avião caiu.


A cauda do avião apresenta partes “roídas”, que poderiam ser devido a essas peças que saíram do motor.


Segundo os técnicos, uma falha no motor por si só não significa uma emergência e, com um motor inoperante, o avião “só teria tido um pequeno desvio à esquerda, teria conseguido voar e não teria caído”.


Esta falha aconteceu após decolar, porque, “se o piloto tivesse se dado conta, teria desistido da manobra”.


De qualquer forma, “não é normal” que saiam peças após o incêndio do motor e, além disso, é possível abortar o fogo se o combustível for cortado. Mas, na decolagem, “quase não há tempo de resposta”.


O avião foi revisado completamente, disse a Aviação Civil, mas precisou que os motores são verificados constantemente, “como indica o fabricante”.

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