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Facções palestinas concordam em evitar escalada da tensão com Israel em Gaza

Arquivo Geral

13/01/2011 8h54

Todas as facções palestinas na Faixa de Gaza, à exceção do Fatah, concordaram em diminuir a recente escalada da tensão com Israel para evitar uma nova ofensiva como a que deixou 1.400 palestinos mortos há dois anos.

À exceção, por motivos políticos, do movimento nacionalista liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, os representantes dos diferentes grupos se reuniram na noite de quarta-feira em Gaza para dialogar sobre o aumento da violência com Israel nas últimas três semanas.

O número de bombardeios e mortes palestinas por fogo israelense aumentou tanto em Gaza como na Cisjordânia, enquanto os grupos armados palestinos lançam foguetes e morteiros contra Israel com a maior frequência dos dois últimos anos.

Os projéteis são disparados por milícias palestinas minoritárias, mas Israel considera o Hamas o “único responsável” por controlar Gaza desde junho de 2007.

Após o encontro da noite de quarta-feira, que foi precedido por dias de intensos contatos entre a direção do Hamas e as milícias, um dos líderes do movimento islâmico, Ayman Taha, leu um breve comunicado que destaca o compromisso das facções com a segurança do povo palestino e a necessidade de “protegê-lo de todas as agressões”.

“Nosso povo é vítima da ocupação israelense há mais de um século e é seu direito resistir à ocupação por todos os meios no marco de um acordo nacional”, acrescentou.

O “acordo nacional” é um pacto verbal firmado entre as facções – em algumas ocasiões desrespeitado pelas mais radicais – para manter os ataques a Israel em níveis relativamente baixos desde a operação israelense “Chumbo Fundido”, em 2008.

Jalil al Hayah, líder de um dos grupos mais beligerantes, a minoritária Jihad Islâmica, assinalou que os grupos armados “farão o possível” para evitar que os palestinos sejam alvo de “agressões do inimigo”.

Os líderes das facções minoritárias também fizeram uma chamada para que as duas majoritárias, Hamas e Fatah, resolvam sua disputa e cheguem à reconciliação.

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