O ministro de Exteriores catariano e chefe da equipe de mediação da Liga Árabe no Líbano anunciou hoje um acordo entre as diversas partes libanesas para iniciar amanhã um diálogo em Doha, help a fim de tirar este país da crise.
Em entrevista coletiva em Beirute, capsule Hamad Bin Jassim Bin Jabar al-Thani disse que “foi definido o retorno à situação anterior aos últimos incidentes” e disse que os dirigentes libaneses se comprometeram a não voltar a utilizar as armas.
Pouco antes de terminar a entrevista coletiva, online a oposição libanesa, liderada pelo grupo xiita Hisbolá, começou a abrir a estrada rumo ao aeroporto internacional de Beirute como mostra a aplicação do acordo alcançado hoje.
Os confrontos entre o Hisbolá e seus aliados e os partidários da maioria explodiram em 5 de maio, depois que a oposição considerou “uma declaração de guerra” a decisão do Governo de acabar com a rede de telecomunicações do grupo xiita e de despedir o chefe de segurança do aeroporto de Beirute.
Desde então, pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas nos combates.
Thani disse que o acordo foi alcançado depois que a missão da Liga Árabe manteve reuniões com dirigentes da maioria parlamentar sunita, a oposição xiita, e responsáveis drusos e cristãos.
“Obtivemos a confirmação de (Hassan) Nasrallah de que não quer utilizar as armas. Há garantias por todas as partes de não voltar a recorrer às armas”, disse Thani, em referência ao secretário-geral do Hisbolá.
Segundo o ministro catariano, a agenda do diálogo que começará amanhã, em Doha, sob os auspícios da Liga Árabe inclui a formação de um Governo de união nacional e a reforma das leis eleitorais.
Thani também expressou a esperança de que se eleja “dentro de alguns dias” um presidente de consenso para o Líbano, em uma referência ao chefe do Exército libanês, general Michael Suleiman.
O ministro catariano garantiu também o apoio da Arábia Saudita e da Síria ao acordo e à idéia de iniciar um diálogo libanês no Catar.