A exportação de gás natural da Bolívia para o Brasil aumentou ao longo deste mês, ao passar de 19,96 milhões de metros cúbicos diários no início de novembro para 27,13 milhões há dois dias.
Um relatório divulgado hoje pelas autoridades bolivianas do setor assinala que a demanda brasileira de gás aumentou desde o domingo dia 8, quando o volume requerido chegou a 22,11 milhões de metros cúbicos diários.
Uma fonte do setor privado consultada pela Efe assinalou que a média mensal de venda ao Brasil até o momento é de 21 milhões de metros cúbicos diários.
Segundo a mesma fonte, o aumento registrado nos últimos dias “não vai ser sustentado” e se deve a um “tema pontual”, por uma emergência energética registrada no Brasil.
No mês passado, o volume máximo de gás enviado ao mercado brasileiro foi de 27 milhões de metros cúbicos diários e o mínimo foi de 20 milhões.
A demanda brasileira teve oscilações este ano, o que levou o Governo Evo Morales a analisar a possibilidade de modificar o contrato para destinar os volumes que o Brasil deixou de comprar a outros mercados.
No entanto, o Governo brasileiro assinalou que respeitará os volumes para a compra de gás natural boliviano estabelecidos no contrato vigente e que a demanda energética não será afetada por novas descoberta de petróleo.
O presidente da Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos (CBH), José Magela Bernardes, ressaltou em um boletim divulgado hoje a necessidade de “apressar os aspectos que tornem viáveis mais mercados” para o gás.
“Para a Bolívia, o mercado brasileiro ficou estagnado em menores volumes que o esperado pelo crescimento de sua produção própria, pela importação via GNL e pela crise mundial. Para vender à Argentina ainda não se estabeleceu a equação que permita passar dos anúncios à realidade”, apontou.