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Mundo

Explosão de caminhão com gasolina mata mais de 200 no Congo

Arquivo Geral

03/07/2010 18h35

Ao menos 220 pessoas morreram na explosão de um caminhão carregado de gasolina no centro de uma povoado no leste do Congo, um número que pode aumentar, pois os feridos graves já somam mais de cem, informaram hoje as autoridades e serviços de socorro.

 

Este tipo de episódio não é raro no oeste da África, principalmente na Nigéria, maior produtor de petróleo do continente, onde neste sábado (3) mesmo as autoridades informaram que 13 pessoas morreram e nove sofreram queimaduras graves em um acidente similar com outro caminhão ocorrido ontem no norte desse país.

 

Ontem à noite, no centro da localidade de Sange, entre Bukavu e a cidade de Uvira, um caminhão tombou carregado de gasolina, procedente da Tanzânia, o que atraiu uma multidão para tentar recolher o combustível que derramava em pequenos recipientes.

 

Nesse momento, o veículo explodiu e, até o momento, os mortos causados pela deflagração somam mais de 220, a maioria homens, mais de 60 crianças e 40 mulheres.

 

A maior parte foi incinerada e é quase impossível identificação, disse à Agência Efe uma porta-voz da Cruz Vermelha congolesa.

 

Logo após o incidente, autoridades informaram que entre as vítimas havia soldados da Missão das Nações Unidas para a Estabilidade do Congo (Monusco), mas o dado não foi confirmado.

Conforme a Cruz Vermelha, os feridos chegam a 150 e ao menos cem deles estão em estado grave.

 

O motorista do caminhão ficou ferido, mas saiu com vida da explosão. Segundo a Polícia, o “motivo mais provável” do acidente que levou ao tombamento da carreta foi o excesso de velocidade.

 

No resgate dos corpos e dos feridos participam equipes de socorro como a Cruz Vermelha, além de policiais e militares congoleses e forças da Monusco, que deslocaram três helicópteros para a evacuação das queimados graves ao hospital de Uvira, enquanto os menos graves estão sendo atendidos em Sange.

 

O combustível derramado pelo caminhão também atingiu inúmeros imóveis da localidade de Sange, onde ocorreu o incêndio de grandes proporções causando danos graves e algumas vítimas, que não foi controlado até esta manhã, como detalhou o Governo provincial.

 

Hoje mesmo, diante da dificuldade na identificação, as autoridades iniciaram o sepultamente dos corpos carbonizados em valas comuns, como explicou aos jornalistas o vice-governador de Kivu Sul, Jean-Claude Kibala Nkolde, que foi para o lugar dos fatos.

 

A chefia de Saúde de Uvira disse à imprensa local, como transmitiu a emissora congolesa “Radio Okapi”, patrocinada pela ONU, que os corpos identificados até agora somam 11.

 

“Estamos tratando de enterrar aproximadamente 220 corpos que já recuperamos em Sange. Ainda esperamos informações dos hospitais da região, onde pode haver mais mortos. Há muitos corpos e não vai a ser fácil enterrá-los”, disse Nkolde.

 

De acordo com o vice-governador, “estamos usando valas comuns porque os corpos ficaram completamente queimados e não é possível identificar e ao mesmo tempo é preciso evitar a decomposição”.

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