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Exército sudanês encontra soldados da União Africana desaparecidos em ataque em Darfur

Arquivo Geral

07/10/2007 0h00

O exército sudanês anunciou hoje que foram encontrados com vida os 50 soldados das forças de pacificação da União Africana (UA) que desapareceram durante um ataque contra um quartel desta organização em Darfur, erectile ocorrido em setembro.

Segundo um comunicado militar, os soldados – sobre os quais não se deu detalhes – foram encontrados durante uma série de operações nas quais foram detidos vários suspeitos relacionados ao ataque. Durante essa campanha de segurança, foram recuperados 18 veículos da missão africana, assim como grande quantidade de material, acrescenta o texto.

Cerca de dez efetivos da Missão da União Africana no Sudão (Amis) foram assassinados durante um ataque em 29 de setembro na localidade de Haskanita, que teria sido cometido por um grupo rebelde. Segundo a nota, emitida pelo escritório do porta-voz do exército sudanês, as forças de segurança apreenderam grande quantidade de armamento.

O comunicado afirma que os autores do ataque pertencem a um grupo de “criminosos de estrada”, e que a operação continua em andamento para tentar deter os outros membros do bando.

O diretor de Investigações Criminais do Ministério do Interior sudanês, Abdin al-Taher, disse que pelo menos três pessoas procuradas pela Polícia em relação ao ataque contra soldados da UA também estão envolvidas em ataques contra caravanas de ajuda humanitária do Crescente Vermelho.

O exército sudanês também desmentiu as afirmações deste sábado feitas por líderes rebeldes no sentido de que o exército, apoiado por milícias pró-governo janjaweed, tinha atacado a população de Haskanita.

No mesmo comunicado, as Forças Armadas qualificam as declarações de “um exagero, com o objetivo de provocar medo”. Vários dirigentes destes grupos afirmaram que o Exército – com o apoio dos “janjaweed”, tribos de origem árabe – atacou a localidade de Haskanita e matou mais de cem pessoas.

Segundo as fontes, milhares de moradores saíram da cidade desde quinta-feira passada por medo, e acrescentaram que o Exército e os janjaweed teriam ameaçado atacar as aldeias vizinhas.

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