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Mundo

Exército pede à população de Manama para não comparecer nos protestos

Arquivo Geral

17/02/2011 11h06

O Exército barenita justificou nesta quinta-feira sua atuação na capital com o objetivo de “preservar a segurança dos cidadãos e residentes” e pediu à população que se abstenha de participar das concentrações de protesto.

O porta-voz do Exército, em comunicado retransmitido pela televisão barenita, assegura que as Forças de Defesa também defendem a “manutenção da liberdade e das propriedades das ações de violência”.

“Foram tomadas todas as medidas necessárias para manter a segurança, a ordem pública e a estabilidade”, assegura a nota lida e intitulada “comunicado número um”.

As Forças Armadas também pediram aos cidadãos para evitarem “as concentrações em regiões do centro da capital”, já que isto causa graves efeitos no trânsito e provoca medo na população.

A Polícia barenita rodeou a principal praça da capital, apoiada por unidades de blindados do Exército, após tirar à força cerca de 2 mil pessoas que se encontravam acampadas há duas noites exigindo reformas políticas e mudanças econômicas.

Segundo um porta-voz do Ministério do Interior barenita, cerca de 50 policiais ficaram feridos nos incidentes, entre eles 27 em estado grave e dois em estado muito grave.

Embora os militantes da oposição tenham sido totalmente desalojados, nesta quinta-feira uma manifestação de milhares de pessoas ocorreu na frente do hospital Salamaniya, o principal de Manama.

O número de feridos entre os manifestantes ainda não é oficial e oscila entre 200 e 300, segundo diferentes fontes.

O presidente da Associação da Juventude Barenita para os Direitos Humanos, Mohammed al Maskati, assegurou que as últimas horas registraram quatro mortes, embora a Agência Efe só pôde constatar três, que se somam às outras duas dos últimos dias de protestos em Manama.

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