“Oito das vítimas morreram devido aos confrontos, e duas, de parada cardíaca”, disse um policial libanês que não quis ser identificar.
Soldados e agentes, com o apoio de tanques, se espalharam hoje pelos bairros conflituosos de Bab al Tebbaneh, de maioria sunita, e Jabal Mohsen, de maioria alauí, onde há dois meses são registrados confrontos.
O chefe da Polícia libanesa, general Achraf Rifi, declarou à imprensa local que suas unidades e o Exército conseguiram impor um esquema de segurança para conter a violência.
Ontem, o Exército havia dito em um comunicado que as tropas “empregarão a força se isto for necessário para proteger os civis, as propriedades e impedir a presença de elementos armados” nas ruas.
Além deixar vítimas entre os civis, os enfrentamentos também destruíram propriedades e forçaram milhares de pessoas a fugir de suas casas por medo dos combates. Algumas delas se refugiaram em colégios.
Os sunitas, governistas e alauies, próximos à oposição, se acusam mutuamente pelos incidentes.
Essas divergências são refletidas no Parlamento, onde os responsáveis pela maioria e pela oposição também se acusam de terem provocado o incidente para obter vantagens políticas.