O Abu Sayyaf ameaça decapitar um dos reféns depois do vencimento do prazo dado às autoridades para que atendessem a sua reivindicação para que os soldados se retirem da ilha.
Entretanto, o governador da província de Jolo, Abdusakur Tan, garantiu a jornalistas que os reféns “continuam vivos”.
Tan acrescentou que a confirmação de que o suíço Andreas Notter, de 39 anos, o italiano Eugenio Vagni, de 62, e a filipina Jean Lacaba, de 37, estão vivos veio de um integrante do Abu Sayyaf.
Para o governador de Jolo, agora várias alternativas estão disponíveis, incluindo o uso de negociações, mas insistiu em que nenhum tipo de resgate será pago.
O presidente da Cruz Vermelha filipina, Richard Gordon, o qual também rejeitou qualquer tipo de extorsão monetária, fez hoje um apelo de última hora para que os sequestradores não matem os reféns.
O terrorista Albader Parai, que lidera este sequestro, fez um ultimato no dia 25 deste mês para que os militares se retirassem em uma semana. Caso contrário, cortaria a cabeça de um dos voluntários do CICV.
Os militares recuaram em parte no sábado passado, mas se recusaram a deixar completamente a selva onde os terroristas se escondem.
Desde o início do sequestro, Parai e seus homens tentaram romper o cerco militar em pelo menos duas ocasiões neste ano, no dia 9 de fevereiro e em 16 de março.
Mesmo cercado, os sequestradores não tiveram problemas para receber membros do Governo e da imprensa e mantêm contatos telefônicos regulares com o CICV e com veículos de comunicação.
Fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, o Abu Sayyaf está ligado à Jemaah Islamiya, considerado o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.
Declarado grupo terrorista pelos Governos de Filipinas e Estados Unidos, o grupo é responsabilizado pelos atentados mais sangrentos dos últimos anos no arquipélago e por vários sequestros de filipinos e estrangeiros.