O Exército israelense afirmou que 12 integrantes do futebol palestino — incluindo um árbitro registrado pela Fifa — mortos durante a guerra em Gaza eram membros de grupos militantes, acusação rejeitada por um dirigente da associação palestina de futebol.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (22), que estavam tornando públicos os nomes para rebater “alegações falsas” de que haviam atacado deliberadamente membros da comunidade futebolística de Gaza.
Segundo o Exército, vários deles ocupavam cargos de comando dentro dos grupos armados, enquanto outros eram combatentes.
“As FDI estão revelando as identidades de jogadores de futebol, árbitros e treinadores palestinos apresentados como esportistas e civis inocentes, mas que, na realidade, atuavam como terroristas nas alas militares do Hamas e da Jihad Islâmica”, declarou o Exército.
Entre eles está Mohammed Sami Mohammed Khattab, árbitro assistente da Fifa, que, segundo as FDI, era membro da Jihad Islâmica.
Um representante da Associação Palestina de Futebol em Gaza, que pediu para não ser identificado por razões de segurança, rejeitou as acusações.
“Israel está tentando encobrir seus crimes de matar jogadores, treinadores, árbitros e dirigentes de clubes de futebol com acusações falsas”, afirmou.
“A maioria dos nomes mencionados no comunicado foi morta em bombardeios e incursões israelenses contra suas casas ou tendas, alguns juntamente com suas famílias”, acrescentou.
A AFP não conseguiu verificar de forma independente as acusações feitas pelo Exército.
Ao longo da guerra, as autoridades do futebol palestino têm acusado Israel de matar jogadores de futebol e de danificar a infraestrutura esportiva de Gaza.
Israel sustenta que seus ataques têm como alvo militantes e infraestrutura militar, ao mesmo tempo em que acusa o Hamas e outros grupos armados de operar em áreas civis.
AFP