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Mundo

Executivos do Barclays recorrem a paraíso fiscal contra corte de salários

Arquivo Geral

17/09/2009 0h00

Um grupo de 45 executivos do grupo Barclays fundaram uma sociedade nas Ilhas Cayman com a qual esperam evitar potenciais cortes em gratificações e salários que o Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) estuda aplicar, informa hoje o jornal “The Times”.

Estes executivos criaram a Protium, uma empresa vinculada à entidade britânica, com o objetivo de tramitar os ativos “podres” do banco, avaliados em US$ 12,6 bilhões.

O jornal indica que estes diretores receberão pelo menos US$ 400 milhões em um prazo de dez anos.

O grupo, liderado pelos britânicos Stephen King e Michael Keeley, estará relacionado à empresa de assessoria C12 Capital Management, que cobrará da Protium taxas de gestão durante uma década.

Os funcionários dos grandes bancos de investimento, como o Barclays, poderiam ser afetados pelos limites às retribuições aos bancos que os países do G20 estudam aplicar, e que seriam anunciados na próxima semana, na cúpula de Pittsburg (EUA).

Este temor ao possível corte de gratificações e salários dos banqueiros que a União Europeia (UE) poderia aplicar está motivando que diretores deste setor se transfiram para outras sociedades localizadas em paraísos fiscais.

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