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Mundo

Ex-soldado israelense posta fotos polêmicas com presos palestinos no Facebook

Arquivo Geral

16/08/2010 18h10

Uma jovem israelense causou polêmica ao publicar em seu perfil na rede social Facebook duas fotos suas no serviço militar em que aparece sorrindo ao lado de palestinos algemados e com os olhos vendados.

A ex-soldado Eden Abergil postou as imagens em um álbum intitulado “O Exército, a melhor época da minha vida”, em referência a seu período no serviço militar, que em Israel é obrigatório durante três anos para os homens e dois para as mulheres.

FacebookEntre os comentários de seus amigos nas fotos estão frases como “Assim você fica mais sexy” e “Com certeza ele (o palestino) ficou excitado por culpa sua”.

Em um comentário de resposta, a própria Abergil se pergunta se o detido teria um perfil no Facebook para poder “marcá-lo” na foto.

Depois de um tempo, a ex-soldado restringiu o acesso às imagens para seus amigos.

Em poucas horas, as fotos se tornaram o assunto mais comentado de blogs e páginas de esquerda até o Exército israelense e o Governo palestino emitirem comunicados sobre o assunto.

“É um comportamento vergonhoso por parte da soldado. Como ela foi dispensada do serviço militar no ano passado, todos os detalhes foram entregues aos comandantes responsáveis”, disse uma porta-voz do Exército, que não tem o poder de impedir a publicação das fotos porque Abergil já terminou seu serviço militar.

Para o Governo palestino, as fotos “mostram a mentalidade do ocupante, que se orgulha em humilhar os palestinos”.

“Nada no mundo pode justificar esta humilhação que faz parte das práticas diárias da ocupação israelense. A ocupação é injusta e imoral”, acrescenta.

O diretor do Comitê Público Contra a Tortura em Israel, Yishai Menuhin, disse que “este tipo de fotografia reflete a norma habitual dos soldados israelenses nos postos de controle e o tratamento que recebem os presos palestinos”.

“O comportamento da soldado é produto de uma cultura popular no Exército israelense de não considerar os palestinos como seres humanos”, ressaltou.

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