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Ex-príncipe Andrew deixa palácio após novas revelações do caso Epstein

O homem deixou o Royal Lodge, sua casa em Windsor por décadas, e foi para a casa de campo de Sandringham, outra propriedade real

Redação Jornal de Brasília

04/02/2026 8h59

us crime epstein

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

Andrew Mountbatten Windsor, 65, irmão do rei Charles 3º e ex-príncipe, se mudou do seu palácio residencial nesta semana, após novas provas do caso Epstein mostrarem a relação dele com o bilionário investigado por tráfico sexual e pedofilia.

O QUE ACONTECEU

O homem deixou o Royal Lodge, sua casa em Windsor por décadas, e foi para a casa de campo de Sandringham, outra propriedade real. A mudança aconteceu na segunda-feira, segundo fontes da realeza ouvidas pela agência Associated Press.

Mudança foi feita “na calada da noite” e às escondidas, segundo fontes da AP. Andrew teve todos os seus títulos, inclusive o de príncipe, retirados pelo irmão em outubro por causa do envolvimento com polêmicas envolvendo o caso Epstein.

Quando perdeu os títulos, ele também foi avisado de que teria que deixar o Royal Lodge. O processo foi acelerado, porém, após a divulgação das novas fotos. “Com o novo lote de arquivos, ficou claro que para ele que era hora de ir embora”, afirmou um amigo ao tabloide britânico The Sun.

LIGAÇÃO COM EPSTEIN

Novas fotos divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta semana mostram Andrew de quatro sobre uma mulher que não foi identificada. Em uma das imagens, o ex-príncipe se inclina e toca o abdome de uma mulher vestida, que está deitada no chão. Em outra, ele surge de quatro, pairando sobre ela. O rosto da mulher está censurado nas fotos, impedindo sua identificação.

Não se sabe o contexto das imagens. O Departamento de Justiça não informou onde nem quando as fotos foram feitas.

Os arquivos trazem ainda outras comunicações entre Andrew e Epstein, como um convite ao Palácio de Buckingham. E-mails mostram que, em 2010, Epstein teria oferecido a Andrew um encontro com uma mulher russa “bonita e inteligente” de 26 anos. Os documentos publicados revelam ainda que Andrew convidou posteriormente Epstein ao Palácio de Buckingham para uma reunião “com muita privacidade”, logo após a suspensão da prisão domiciliar do executivo, que havia sido condenado por prostituição de menores.

Imagens fazem parte de novo lote de documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça. Os arquivos foram divulgados na última sexta-feira e repercutiram na imprensa internacional.
Charles 3º retirou títulos e despejou o irmão em outubro. Após uma série de escândalos, Charles retirou todos os títulos, inclusive o de príncipe do irmão. Andrew passou a ser chamado apenas de Andrew Mountbatten Windsor, e não príncipe Andrew e nem Alteza Real. Ele também foi despejado da residência real Royal Lodge e viverá em uma casa bancada pelo rei.

Jeffrey Epstein morreu em 2019. Ele cometeu suicídio na cela da prisão, em Nova York, enquanto aguardava julgamento por novas acusações de tráfico sexual de menores e conspiração para tráfico sexual.

AO PRESENCIAR UM EPISÓDIO DE AGRESSÃO CONTRA MULHERES, LIGUE PARA 180 E DENUNCIE

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 —a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.

A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.

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