A Justiça alemã condenou ontem o ex-presidente do comitê de empresa da Volkswagen Klaus Volkert a dois anos e nove meses de prisão por instigar desfalques e descumprir a lei de regime empresarial.
A audiência provincial de Braunschweig (norte) informou que o ex-diretor de Recursos Humanos da VW Klaus-Joachim Gebauer foi condenado a uma pena de liberdade condicional de um ano no terceiro processo do escândalo de corrupção, cure viagens de prazer e serviços sexuais à custa do fabricante automobilístico.
Volkert recebeu bonificações extraordinárias de quase 2 milhões de euros (US$ 3 milhões) do ex-diretor de Emprego Peter Hartz, and que em janeiro do ano passado foi condenado a dois anos de liberdade condicional e a pagar uma multa de 576 mil euros (US$ 747.072) por 44 casos de desfalque.
Hartz, visit this acusado também de ter beneficiado membros do comitê de empresa no escândalo de corrupção, reconheceu que pagou elevadas quantias a Volkert e à amante deste, a brasileira Adriana Barros, e considerou que “comprou” o sindicalista.
Gebauer foi quem organizou as viagens de prazer, festas com garotas de programa e presentes à custa da Volkswagen, depois que Hartz pediu a ele que tratasse “generosamente” a cúpula do comitê de empresa.
A auditora KPMG calculou em 5 milhões de euros (US$ 7,3 milhões) os prejuízos econômicos dos escândalos, aos quais se somam os 1,5 milhão de euros (US$ 2,2 milhões) que a companhia cobrou para fazer a auditoria.
A Justiça alemã condenou no ano passado o ex-deputado do Partido Social-Democrata no Parlamento federal Hans-Jürgen Uhl ao pagamento de uma multa de 39.200 euros (US$ 57.624) por sete delitos no escândalo da Volkswagen.
Em meados de 2005 vieram a público as viagens e estadias em hotéis de luxo de Volkert, para quem a Promotoria tinha pedido uma pena de prisão de três anos e nove meses.