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Mundo

Ex-presidente da Tunísia é condenado a 16 anos de prisão por corrupção

Arquivo Geral

28/07/2011 18h30

Um tribunal condenou nesta quinta-feira a 16 anos de prisão o ex-presidente tunisiano Zine el Abidine Ben Ali por dois casos de corrupção imobiliária, em processo no qual também foram condenados sua filha e seu genro.

 

A filha do ex-mandatário, Shirin Ben Ali, acusada em um dos dois casos, foi condenada a oito anos de prisão pela compra de um terreno em uma área de luxo e sua posterior venda a um preço exagerado graças à intervenção de seu pai.

 

O marido de Shirin, Sakher el Materi, também foi condenado a 16 anos de prisão por seu envolvimento nos dois processos, de características parecidas.

 

Este é o terceiro caso de condenação a Ben Ali, que no último dia 4 de julho foi sentenciado à revelia a 15 anos e seis meses de prisão por posse ilegal de armas e entorpecentes e antes, no dia 20 de junho, havia recebido uma pena de 35 anos de prisão por desvio de fundos públicos.

 

No total, Ben Ali, que está refugiado na Arábia Saudita desde que fugiu do país no dia 14 de janeiro, foi condenado uma pena de 66 anos e seis meses de prisão.

 

O presidente deposto, que governou a Tunísia durante 23 anos, até as revoltas populares de dezembro que o obrigaram a abandonar o país, responde a 138 processos. Entre eles estão os de homicídio, abuso de poder e complô contra a segurança do Estado, que serão julgados por tribunais militares.

 

Nas revoltas populares que causaram a queda do regime de Ben Ali morreram cerca de 300 pessoas.

 

A mulher de Ben Ali, Leila Trabelsi, foi condenada junto com seu marido no primeiro processo contra ele a 35 anos de prisão e a pagar multa de 45 milhões de euros.

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