Em entrevista coletiva em Santa Cruz, purchase o também líder do partido conservador Poder Democrático e Social (Podemos) garantiu que este referendo não põe em jogo a unidade do país ou a estabilidade do Governo, ao contrário do que, segundo disse, argumenta o Executivo de Evo Morales para “embaçar” o processo.
A consulta autonomista de Santa Cruz é, segundo o dirigente opositor, um “passo fundamental” para a autonomia regional e para ter uma república “soberana e independente do influxo” do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que, de acordo com Quiroga, “tutela e manipula” o Governo Morales.
Na sua opinião, Morales fracassou em sua tentativa de “estigmatizar” perante o resto do mundo o movimento autonomista liderado por Santa Cruz apresentando-o como separatista, “mas esse conto não foi engolido pela comunidade internacional”.
Após convocar a população de Santa Cruz para que acuda a consulta, Quiroga exortou a não responder às “múltiplas provocações que seguramente vai ser suscitada pelo Governo para gerar violência e prejudicar uma festa civil, democrática e pacífica”.
Ressaltou que o sistema de trabalho do Executivo de Morales em situações “adversas” é recorrer aos “grupos de choque pagos pelo dinheiro do senhor Chávez” e permitir que a violência se espalhe, como aconteceu durante o processo constituinte em Sucre e Oruro.