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Ex-premiê líbio afirma que campanha de Sarkozy foi financiada por Kadafi

Arquivo Geral

03/05/2012 12h17

O ex-primeiro-ministro da Líbia Baghdadi Ali al-Mahmuodi afirmou que o regime de Muammar Kadafi financiou a campanha para a presidência da França de Nicolas Sarkozy, em 2007, informaram seus advogados por meio do site “Mediapart.fr”.

 

O ex-chefe de Governo ainda confirmou a autenticidade do documento publicado no último sábado pelo site, no qual o regime líbio autorizava o pagamento de 50 milhões de euros à campanha de Sarkozy. “Existe um documento assinado por Mussa Kussa e Sarkozy sobre um financiamento ao francês”, disse o ex-premiê, que se encontra preso na Tunísia.

 

O presidente francês, em campanha para reeleição, anunciou na última segunda ter aberto um processo contra a página da internet por falsificação. O site contra-atacou com calúnias, o que motivou a abertura de uma investigação judicial.

 

O “Mediapart.fr”, fundado e dirigido pelo ex-diretor do jornal francês Le Monde, Edwy Plenel, defende a veracidade do documento ao apresentar o testemunho indireto de Mahmoudi. A declaração chegou ao site através do advogado do ex-primeiro-ministro, Béchir Essid, que confirmou que a nota em questão foi redigida por ordem direta de Mahmoudi.

 

No entanto, as declarações do ex-premiê contrastam com as de outros ex-políticos líbios. O próprio Mussa Kussa, antigo chefe dos serviços secretos de Kadafi e suposto signatário do documento publicado, negou a autenticidade do documento. Da mesma forma, o chefe do Comitê Nacional de Transição, Mustafa Abdul Jalil, afirmou que se trata de um documento falso.

 

O receptor do documento supostamente era o líbio Bashir Saleh, que atualmente se encontra exilado na França e cuja extradição é solicitada por fraudes financeiras. Saleh também negou, por meio de seus advogados ter recebido a carta.

 

Além disso, Sarkozy enfrenta outro boato relacionado à Líbia. A revista “Les Inrockuptibles” afirmou que o presidente francês assinou um acordo com Kadafi sobre energia nuclear em troca da libertação de cinco enfermeiras e um médico búlgaros.

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