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Ex-militares britânicos exigem compensações por contaminação nuclear

Arquivo Geral

28/07/2011 15h57

A Corte Suprema britânica admitiu nesta quinta-feira que está tramitando a demanda de um grupo de ex-combatentes das Forças Armadas que reivindica ao Governo compensação pelos efeitos que sofreram após serem expostos a radiação nuclear nos anos 50.

 

Esta decisão da máxima instância judicial do Reino Unido abre caminho para que a Justiça britânica revise o caso, que anteriormente foi rejeitado pela prescrição.

 

Mais adiante, a Corte Suprema vai ouvir os argumentos das partes e decidirá se há base legal para que os ex-soldados apresentem formalmente uma demanda contra o Governo por danos e prejuízos.

 

O grupo de ex-militares, que ascende a mais de 1 mil, alega ter sofrido câncer, problemas na pele e problemas de fertilidade pela participação em testes nucleares feitos pelo exército britânico entre 1952 e 1958 na Austrália e no Oceano Pacífico.

 

O Ministério da Defesa britânico reconhece a “dívida” e a “gratidão” em direção aos militares, mas nega que tenha ocorrido negligência.

 

Nesta quinta-feira, o advogado de alguns dos veteranos, James Dingemans, disse na saída do tribunal que a decisão judicial “é um passo significativo na luta”, mas que falta muito ainda para conseguir para que a justiça seja feita.

 

Os ex-soldados estão desde 2004 batalhando por uma compensação, mas em 2010 o Tribunal de Apelação interrompeu o processo ao opinar que já havia passado tempo demais desde o ocorrido.

 

Um dos afetados, Ken McGinley, explicou à “BBC” que ele presenciou os testes de cinco bombas nucleares no Oceano Pacífico e não recebeu “nenhuma proteção nem aconselhamento”.

 

“Disseram apenas que olhássemos a explosão e tapássemos os olhos se a luz cegasse”, contou.

 

Em 1998, um estudo da Universidade de Durham (norte da Inglaterra) concluiu que um de cada três militares expostos aos testes nucleares morreu de câncer de ossos ou leucemia devido ao efeito das bombas atômicas e do hidrogênio.

 


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