Menu
Mundo

Ex-ditador panamenho deixa a prisão para ser hospitalizado novamente

Arquivo Geral

09/05/2012 15h53

O ex-general Manuel Antonio Noriega foi transferido mais uma vez nesta quarta-feira da prisão panamenha onde está detido para um hospital público da capital devido a uma infecção respiratória.

 

Noriega, de 78 anos, apresenta há dois dias um quadro respiratório que foi tratado com antibióticos na penitenciária El Renascer, mas não evoluiu adequadamente e por isso os médicos do presídio sugeriram sua transferência para um hospital, afirmou à Agência Efe seu médico, Eduardo Reyes.

 

Segundo Reyes afirmou por telefone, é preciso esperar o diagnóstico final, mas pelo que conversou com os médicos da prisão, Noriega pode padecer de “uma pneumonia ou um de quadro bronquial complicado”.

 

A imprensa local informou que o ex-ditador chegou ao Hospital Santo Tomás “fortemente protegido” e que já foi submetido a uma série de exames médicos.

 

“Após cinco meses de reclusão” na prisão, Noriega “foi transferido em três ocasiões” ao hospital, a primeira por um “evento isquêmico e as outras duas por problemas respiratórios”, incluindo a de hoje, detalhou Reyes.

 

Essas hospitalizações, que se prolongaram por vários dias, demonstram que o sistema carcerário “não está preparado para atender um paciente” das características do outrora “homem forte” do Panamá, acrescentou o médico.

 

O médico lembrou que Noriega tem problemas motores e que sofre com um tumor cerebral, detectado durante seu encarceramento na França, de onde foi extraditado em dezembro do ano passado.

 

O diretor do sistema penitenciário panamenho, Ángel Calderón, disse em várias ocasiões que estuda a possibilidade de conceder a Noriega o benefício de prisão domiciliar.

 

Noriega foi derrubado por uma invasão militar americana em 1989 e cumpre no Panamá uma pena de 60 anos de prisão por diversas penas relacionadas com delitos como homicídio, violações de direitos humanos e até danos ao meio ambiente.

 

O ex-general, que governou o Panamá entre 1983 e 1989, retornou ao país após cumprir 21 anos de prisão nos Estados Unidos e na França por delitos de narcotráfico e lavagem de dinheiro.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado