O sérvio Dusan Fustar, treat ex-chefe dos guardas do campo de prisioneiros de Keraterm, foi condenado hoje pelo Tribunal da Bósnia a nove anos de prisão por crimes de guerra cometidos em 1992.
Fustar, de 54 anos, é acusado de assassinatos, tortura e maus-tratos de civis, além de outros crimes cometidos contra muçulmanos e croatas no campo de Keraterm, perto da cidade noroeste de Prijedor, no início da guerra civil bósnia (1992-1995).
Durante o julgamento Fustar admitiu sua culpa pelos crimes dos quais é acusado.
Keraterm foi, junto com Omarska e Trnopolje, um dos campos de concentração tristemente conhecidos nos quais milhares de muçulmanos e croatas foram confinados e centenas deles assassinados.
O caso contra Fustar e contra o ex-comandante do campo de Omarska Zeljko Mejakic foi enviado em 2006 pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII, com sede em Haia) à Justiça bósnia.
Fustar tinha se entregado voluntariamente ao TPII em 2002 e no ano passado foi enviado à Bósnia para que fosse processado em um tribunal deste país.