O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou nesta sexta-feira em Tegucigalpa que, se Honduras for reintegrado ao organismo, será incondicional.
“Isso acontecerá sem nenhuma condição”, afirmou Insulza.
Honduras deverá ter seu retorno aprovado na Assembleia Geral Extraordinária da OEA em 1º de junho, em Washington.
“Honduras retorna à OEA, se retornar, com as mesmas condições, as mesmas prerrogativas que os demais países-membros”, indicou Insulza em entrevista coletiva na Casa Presidencial acompanhado pela chanceler colombiana, María Ángela Holguín, depois de reunião dos dois com o líder hondurenho, Porfirio Lobo.
A OEA suspendeu Honduras por não restituir o ex-presidente Manuel Zelaya depois do golpe de Estado de 28 de junho de 2009.
O retorno de Honduras ao organismo requer pelo menos “o voto de dois terços dos Estados-membros, mas todos queremos que isto ocorra por consenso, por unanimidade ou pela maior quantidade de votos possível”, apontou o titular da OEA.
Insulza e Maria Ángela aproveitaram para felicitar Porfirio Lobo por seu esforço para que, com a mediação de Colômbia e Venezuela, fosse alcançado o acordo que permitirá o retorno de Zelaya a Honduras neste sábado.
Insulza disse que o documento assinado no domingo passado por Lobo e Zelaya em Cartagena (Colômbia) “é um acordo entre hondurenhos”, algo que a OEA e o resto da comunidade internacional sempre quiseram que “fosse assim”.
O secretário-geral da OEA reconheceu ainda que “os poderes públicos de Honduras fizeram sua parte” e que a comunidade internacional “flexibilizou posições” perante a crise hondurenha, o que facilitou o acordo.
O Poder Judiciário anulou no último dia 2 os dois processos por suposta corrupção que pesavam contra Zelaya, medida que vários países exigiam para apoiar o retorno do país à OEA.