O caos aéreo na Europa, causado pelas cinzas do vulcão islandês Eyjafjälla, prossegue neste sábado, e vários países do continente já informaram que vão manter seus espaços aéreos fechados, total ou parcialmente.
A Alemanha anunciou que todo seu espaço aéreo estará fechado pelo menos até as 21h (de Brasília), e as autoridades acreditam que é “muito provável” que este prazo seja prorrogado.
A situação na Itália é menos drástica, mas ainda assim os aeroportos de Turim, Milão, Bérgamo, Veneza e Bolonha, cidades no norte do país, estão fechados pelo menos até as 15h, pelo horário de Brasília.
Após permitir pousos e decolagens em aeroportos da Escócia e do norte da Inglaterra, a entidade que regula o tráfego aéreo do Reino Unido voltou a fechar o espaço na noite desta sexta, e a proibição será mantida pelo menos até as 21h (de Brasília) de sábado.
Na França, na Bélgica e na Suíça, as autoridades já descartaram abrir os aeroportos pela manhã e à tarde, e o último aviso oficial dá conta de que pelo menos até as 20h locais (15h em Brasília) não haverá voos no país.
A Irlanda informou que seu espaço aéreo está fechado pelo menos até 14h (de Brasília) neste sábado. A companhia irlandesa de baixo custo Ryanair, uma das maiores do mercado europeu, suspendeu até a manhã segunda-feira seus voos a vários países.
Os países escandinavos anunciaram que a maioria de seus aeroportos não vai funcionar pelo menos até a manhã de domingo. Apenas alguns terminais no norte da Noruega e da Suécia estão funcionando, mesmo assim, de forma limitada.
Na Holanda, os aeroportos ficam fechados pelo menos até as 9h de Brasília neste sábado, segundo as últimas informações divulgadas pelas autoridades locais.
Países do leste europeu, para onde as cinzas se dirigiam, tiveram seus espaços aéreos fechados na noite desta sexta, e a situação se mantém neste sábado na Áustria, na Eslovênia, na Romenia, na Hungria, na República Tcheca, na Sérvia, em Belarus e em parte da Croácia.
A situação tem aumentado a demanda dos passageiros pelas viagens de trem, o que tem causado longas filas em estações centrais de cidades como Viena. As empresas que operam as linhas ferroviárias têm disponibilizado mais composições para diminuir o problema.