“Deixamos clara nossa posição sobre o presidente Zelaya e sua restituição. Consideramos que deveria ser restituído”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, em resposta à carta enviada pelo líder deposto à chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton, pedindo esclarecimento sobre a postura dos EUA.
No entanto, ressaltou que se trata “agora de um processo hondurenho”, iniciado com o acordo alcançado no final de semana passado pelos representantes do Governo golpista e de Zelaya.
O artigo 5 do Acordo Tegucigalpa-San José estabelece que o Congresso, em consulta com as instâncias que considere pertinentes como a Suprema Corte de Justiça, deve decidir sobre a restituição de Zelaya, embora não fixe data para isso.
A junta de direção do Congresso decidiu na terça-feira solicitar à Procuradoria e à Suprema Corte sua opinião a respeito, sem ter fixado ainda um dia para votar sobre a restituição.
Para Kelly, a decisão “está de acordo” com o pacto assinado entre as partes.
“Ninguém votou contra nada neste momento. Tudo o que está acontecendo atualmente está contemplado no acordo, de modo que vamos deixar que o processo siga seu curso”, ressaltou o porta-voz.
O porta-voz reiterou também que não corresponde aos EUA interpretar o acordo das duas partes.
“Isso é agora um processo hondurenho. Seguiremos tendo um papel de apoio e de mediador, mas nós não temos que interpretar o acordo. Queremos ajudar no processo, mas será um processo hondurenho”, ressaltou.