Esta é a primeira vez que a Administração de Barack Obama adota medidas protecionistas contra à China.
Certamente, o assunto virá à tona nas conversas que os chefes de Estado do Grudo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes) irão ter daqui a duas semanas em Pittsburg. Por sinal, os EUA haviam se comprometido em não adotar atitudes protecionistas.
Ontem à noite, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama tomou a decisão “embasada em fatos e nas leis para reduzir os prejuízos sofridos pela indústria americana de pneus”.
Durante o primeiro ano, a nova tarifa vai aumentar 35% o valor do produto, diminuir 30% no segundo ano, e 25% no terceiro.
As taxas vão incidir sobre o atual imposto alfandegário de 4% e vão entrar em vigor dentro de 15 dias.
O sindicato United Steelworkers apresentou formalmente uma reivindicação ao Governo dos Estados Unidos contra a China, sob a justificativa que a entrada de pneus destruiu milhares de empregos.
No intervalo de quatro anos, as importações americanas de pneus chineses triplicaram. Em 2004, eram 14,6 milhões e no ano passado a compra superou os 46 milhões.
“Estas medidas são uma resposta ao dano causado a trabalhadores e empresas americanas”, disse em comunicado Ron Kirk, representante de Comércio Exterior dos Estados Unidos.
Grande parte dos pneus que entram no país a partir da China, no entanto, são fabricados por multinacionais americanas, que ficaram insatisfeitas.
“Ao adotar esta postura, a Administração de Obama vai contra as suas promessas, nas quais afirmou que não elevaria as tarifas acima dos níveis atuais”, disse Vic Deiorio, vice-presidente executivo da companhia dos EUA GITI Tire, a maior produtora de pneus da China.